terça-feira, 3 de novembro de 2009

E aí, seu Roberto?



Difícil resistir: "nunca antes na história deste país" alguém escapou tantas vezes de dar explicações ao Senado quanto o compadre do presidente, Roberto Teixeira. Será diferente agora? Tenho dúvidas.


Longe de mim dificultar ainda mais. Alguém, contudo, poderia perguntar a Teixeira se diante da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, ele agirá como Denise Abreu. A ex-diretora da Anac avisou que está disposta a fazer acareações públicas com quem quer que seja, basta chamarem. Também afirmou, com todas as letras, que assinaria um termo de compromisso com a verdade em seu depoimento naquele instante.


Cá entre nós, isso é notícia. Novamente, não li em nenhum lugar. Meus amigos também não. Pode ser que tenha saído e não vimos, nesse caso, por favor, me avise.


Por que é notícia? Porque o costume de quem é chamado para falar no Congresso nessas comissões é exatamente o oposto: vão pedir habeas corpus para ter direito a não responder às perguntas, basta lembrar dos mensaleiros. Denise fez o oposto. Para mim isso conta. Você decide o que pensa.


Também foi pouquíssimo explorada pelos senadores a atuação dos juízes que decidiram pela venda da Varig nos moldes como aconteceu (ou seja, sem pagar a ninguém). Um desses magistrados era Márcia Cunha, lembra dela? Se precisar de memoriol, clique aqui e aqui.


Nada como um dia atrás do outro, dinheiro vivo não substitui olho vivo.




P.S.: Se você é do mundo jurídico, poderia me explicar como uma vara empresarial pode julgar decisões de uma autarquia federal? Não entendi até agora. A Anac pensava o mesmo, segundo Denise Abreu. Recorreu ao CNJ. A vara que havia constado da reclamação teria sido extinta e, por conseqüência, o processo não prosperou. Que coisa.




fonte:Arrastão
(Janaína Leite em junho de 2008)

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